mokina, uma artista com múltiplas raízes e com muitos galhos, aka géneros musicais, neste seu trajeto. Multifacetada e talentosa no que (re)produz, eis a entrevista.
1- Como surgiu o projeto mokina?
Foi-me entregue por um pelicano, enrolado num cobertor.
2- O que significa o nome mokina? Existiram outros nomes em equação?
É uma alcunha que o meu tio me deu quando eu era criança e é, também, um trocadilho com o meu nome verdadeiro: Monika – também significa uma mini-máquina de mocha e outra coisa em português, haha.
3- O que é que achas que devia estar na moda?
Ter três galinhas de estimação.
4- Qual foi o teu primeiro carro?
Volvo V40, de 1998 e ainda é.
5- Que mensagem pretendes transmitir com as tuas letras?
Gosto simplesmente de deixar as pessoas sentiram-se bem consigo mesmas, no momento presente, flutuando acima do caos para onde quer que desejem estar.
6- És uma pessoa com costelas de todo o mundo. O que te levou a residir em Portugal? Fruto das tuas origens, quantas línguas falas?
Primeiro o francês, nasci em Montreal, depois o inglês que a minha irmã me ensinou. Depois o italiano e o árabe, (a minha mãe é egípcia e o meu pai italiano). Não me ensinaram formalmente, mas eu ouvia por aí e, quando estava na universidade, fiz amizade com um grupo de italianos que só falavam comigo em slang. O espanhol porque uma das minhas melhores amigas é venezuelana e a família dela considerou-me uma delas. E, finalmente, o português porque me senti atraída por este lugar – pela água e o temperamento das pessoas – sou caranguejo, casca dura, mas coração doce e, de alguma forma, sinto isso refletido aqui e isso faz com que me sinta em casa.
7- Quem é o teu ídolo musical?
Céline Dion.
8- Numa ida ao supermercado o que é que compras obrigatoriamente?
Massa e chocolate. (Esta resposta conteve uma foto de um supermercado a comprovar efetivamente tais compras, propz à Monika)
9- Tens alguma história inusitada que possas contar?
Consigo tocar a primeira sonata de Mozart ao piano com os dedos dos pés.
10- Qual é o teu filme favorito?
À la Letterboxd, Cinema Paradiso, Ponyo, The Zodíac, Moonstruck e Mulholland Drive.
11- Se pudesses fazer uma música com um artista qual seria e porquê?
Céline Dion, she is my queen and I’m her subject.
12- Qual é o teu jogo de telemóvel/computador favorito?
O jogo do dinossauro no Chrome quando não há internet.
13- Tens alguma profissão para além da música?
Sou professora de canto e ajudo numa escola de musica online.
14- Livro favorito?
Adoro um bom policial, mistério e poesia.
15- Qual é o teu programa ideal de fim-de-semana?
Surf, sol e siestas.
16- O que te desperta curiosidade nas pessoas?
As suas paixões, elas próprias.
17- Qual foi o melhor concerto a que já assistististe?
Este ano foi o do Bruno Pernadas.
18- Qual é o melhor recheio para se colocar num pão?
Manteiga e mel.
19- Como explicas o teu processo criativo?
Costumo compôr as minhas músicas bastante rápido. Geralmente, o que exige paciência é o processo antes de as lançar, quando não estou a pensar nelas. É como uma gestação, a música precisa de se desenvolver silenciosamente dentro de mim até estar pronta para estar lançada.
20- Expectativas para o Poço de Noção?
Quero divertir-me, dançar um pouco, fazer as pessoas flutuar e, com sorte, voltar novamente.









